Diógenes foi um dos principais expoentes do Cinismo, doutrina filosófica que negava a posse de bens materiais e pregava o desprezo pelas normas e valores sociais vigentes, prezando uma existência mais simples, guiada pela natureza.
Nascido em Sinope, uma colônia grega localizada na atual Turquia, aproximadamente no ano de 412 a.C., o pensador foi exilado de sua cidade natal, fixando-se em Atenas. Lá, foi discípulo de Antístenes, que anteriormente havia recebido ensinamentos de Sócrates.
O sábio tornou-se um filósofo mendicante, perambulando pelas ruas atenienses, levando em suas mãos uma lamparina, símbolo de sua busca por um homem honesto. Registros históricos também contam que ele se abrigava no interior de um grande barril.
Sua aversão pelas regras era tamanha que pode ser medida por meio de uma curiosa interação com Alexandre, o Grande. Após a conquista de Atenas, o imperador macedônio ordenou que Diógenes fosse até ele, mas, como era de se esperar, o filósofo recusou.
Intrigado com a afronta, Alexandre se dirigiu até o subversivo pensador. O soberano o interpelou, oferecendo-lhe qualquer coisa que sua vasta riqueza pudesse comprar.
Dentro de seu humilde tonel, o filósofo respondeu: “Senhor, apenas não me tire o que não pode me dar.”
Diógenes desejava somente que Alexandre não se colocasse entre ele e o Sol. Seu único pedido foi que lhe fosse devolvida a luz, interrompida pela sombra do homem mais poderoso do mundo.
Pintura Alexandre e Diógenes, de Nicolas-André Monsiau (1818).